Como começou o sonho olímpico brasileiro?

OlimpiadasO dia 2 de outubro de 2009 foi uma data histórica para o esporte brasileiro. Foi neste dia que a candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos convenceu a maioria do eleitorado do Comitê Olímpico Internacional (COI). Quer saber um pouco mais sobre como o Rio se organizou para receber os jogos? Confira:

Background

Se engana quem pensa que o sonho brasileiro de sediar uma Olimpíada de verão é novo. Há tempos o país tentava alavancar uma candidatura consistente o suficiente para competir a pé de igualdade com as grandes metrópoles mundiais, sobretudo da América do Norte e da Europa. O país até bateu na trave na tentativa de receber os Jogos de 2012, mas foi eliminado nas fases iniciais da disputa. Na ocasião as Olimpíadas ficaram com Londres.

Logo após a derrota na disputa por 2012, os organizadores brasileiros não tiveram tempo a perder e foram logo tratando de corrigir as imperfeições no projeto para apresentar uma proposta melhor com vistas na disputa de 2016. Em 2007 o Rio oficializou o interesse em receber as Olimpíadas. A capital fluminense tinha pela frente adversários como Madrid, Chicago, Tóquio, Doha, Praga e Baku.

O projeto do Rio recebeu nota 6,4 do COI, que exige no mínimo 6 pontos para confirmar a candidatura (na disputa para 2012 o Rio terminou com 5,1). Sendo assim, o Rio era oficialmente candidata aos Jogos, ao lado de Chicago, Madrid e Tóquio. Praga, Baku e Doha deram adeus à disputa. No caso da capital do Catar, a cidade até conseguiu mais de 6 pontos de nota, mas com um projeto que previa a realização dos jogos fora do período tradicional foi eliminada.

A votação das Olimpíadas

O Rio de Janeiro chegava para a sessão do COI em Copenhague, na Dinamarca, sem favoritismo. Ao lado de Chicago a cidade aparecia como zebra. Tóquio e Madrid disputavam todos os holofotes com o favoritismo.

Logo na primeira rodada de votação, deu o previsto. Chicago teve menos votos e foi eliminada. Tudo dava a entender que o Rio era a próxima, mas então uma surpresa aconteceu em Copenhague. Na segunda rodada de votações a favoritíssima Tóquio recebeu menos votos que Rio e Madrid e estava eliminada. Era um banho de água fria no impecável projet japonês e um sopro de esperança para os cariocas.

A última rodada de votações guardava pura emoção. Ninguém arriscava apostar em quem seria a grande vencedora. Embora Madrid aparecesse com um projeto mais elogiado e despontasse como favorita, o Rio tinha eliminado, até ali, americanos e japoneses. Foi então que o resultado final veio a público. Em Copenhague, 66 votos para o Rio de Janeiro contra 32 para os espanhóis. Festa! Era a primeira vez que o Brasil e toda a América do Sul recebiam os Jogos Olímpicos.

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